20/02/2026 | Por: Governo Federal
(Reprodução/internet )
O Governo do Brasil apresentou, nesta sexta-feira (20/2), em Nova Délhi, na Índia, sua visão estratégica para o uso da inteligência artificial (IA), defendendo que a tecnologia seja orientada pela inclusão social, a soberania digital e o desenvolvimento sustentável.
Durante painel na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, ministros destacaram como o país tem estruturado políticas públicas para aplicar a IA em áreas como saúde, educação, serviços públicos e infraestrutura digital, além de defender a construção de uma governança global para o setor.
Participaram do painel as ministras Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), e os ministros Frederico Siqueira (Comunicações), Camilo Santana (Educação), Alexandre Padilha (Saúde) e Mauro Vieira (Relações Exteriores).
Primeira a discursar, Luciana Santos ressaltou que o Governo do Brasil lançou, em 2024, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028, que representa um marco histórico para o desenvolvimento tecnológico do país. Por meio de um investimento previsto de R$ 23 bilhões em quatro anos, o plano tem como objetivo transformar o país em referência mundial em inovação e eficiência no uso da inteligência artificial, especialmente no setor público.
O PBIA contempla tanto ações de impacto imediato quanto ações estruturantes e está organizado em cinco eixos estruturantes:
O objetivo do PBIA, que contará com investimento público de R$ 23 bilhões até 2028, é promover o desenvolvimento, a disponibilização e o uso da inteligência artificial no Brasil, orientando-a para enfrentar os grandes desafios nacionais, econômicos, ambientais e culturais", explicou Luciana Santos.
De acordo com a ministra, a implementação do PBIA não é apenas um plano setorial. É preciso que seja uma política de Estado para garantir que o futuro digital do Brasil seja decidido pelos brasileiros e brasileiras, em benefício de todos os nossos cidadãos”,
“Entendemos que a soberania digital não deve ser vista de forma isolada, mas como a capacidade do Brasil de entender, desenvolver e regular tecnologias digitais essenciais para a sociedade, a economia e a democracia. Estamos investindo de maneira sem precedentes na formação de profissionais em todos os níveis, criando condições para a retenção de talentos e evitando a fuga de cérebros em áreas críticas, como engenharia de hardware e HPC, que são os computadores de alto desempenho”, prosseguiu a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação.